Somente no silêncio, desabrocho o meu perfume.
Nas noites escuras, inalo a luz da lua cheia
com o aroma doce embutido na solidão.
Sou agraciado de sobejo de paz.
Sinta-me ou toque-me, se esbanjarão com o perfume destas pétalas,
outrem banhada com o amor ainda não correspondido,
aos delírios de uma flor nunca admirada,
flor da primavera, que sobrevive ao rigoroso inverno pelo amor.