segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Remorso em morte

Perdoa-me pela audácia, vida.
Não tentei matá-la por ódio ou traição,
somente tentei alcançar as trevas do espírito,
tentei compreender o que não posso pela luz.

Me tornei uma criança abandonada,
escondido nos destroços do passado,
sufocado pela dor de não viver
e atormentado pela insurreição da alegria.

Orai ao meu espírito santo,
estou na marcha da compreensão.
Sou o espírito cujo nome é Orfeu,
que exala na mandrágora o seu perfume.

Agora reconheço o que me acoita,
e não é a presença de um amor,
mas, enfim, o medo de perder meu sonho.
E agora que o sonho acabou, temo meu amanhecer.

3 comentários:

  1. Observe este poema por estrofe fagner, acho que vai ajudar, porque estão interligadas.
    Valew pelo comentario. Tenha Paz...

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  2. naum tenho palavras para expressar ,
    o sentimento que eu acabei de ter .
    Ao ler cada palavra com tamanho
    semtimento ,com tamanha dedicaçao
    espero que depois desses venha muito mais
    adoro poemas e os seus etaum de nota 10
    parabens te adolo...

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